quarta-feira, outubro 10, 2012

Resenha: A Culpa é das Estrelas - John Green



Título: A culpa é das Estrelas
Autor: John Green
Editora: Intrínseca
Lançamento: 2012
Número de Páginas: 288
Skoob


Sinopse:
Em A Culpa é das Estrelas, Hazel é uma paciente terminal de 16 anos que tem câncer desde os 13. Ainda que, por um milagre da medicina, seu tumor tenha encolhido bastante — o que lhe dá a promessa de viver mais alguns anos —, o último capítulo de sua história foi escrito no momento do diagnóstico. Mas em todo bom enredo há uma reviravolta, e a de Hazel se chama Augustus Waters, um garoto bonito que certo dia aparece no Grupo de Apoio a Crianças com Câncer. Juntos, os dois vão preencher o pequeno infinito das páginas em branco de suas vidas.
Hazel tem câncer de tireoide com metástase nos pulmões. O que significa que sim, ela irá morrer, apesar de que todos estão fadados a esse final é estranho quando se fala de uma garota de 16 anos, cheia de vida mas não de saúde. O que tem prolongado seu curto período de vida é um medicamento chamado Falanxifor (este medicamento é fictício como o próprio John Green deixa esclarecido nos agradecimentos do livro). Mas não se engane, Hazel não se deixa abater e procura ter uma vida normal, frequenta a faculdade e é dona de um humor negro só dela. Apesar disso, por preocupação da mãe e indicação dos médicos, Hazel começa a frequentar um grupo de apoio para crianças com câncer. É lá que conhece Augustus, um rapaz que está em estado de remissão de osteossarcoma há mais de um ano. Um jovem bonito que em um primeiro momento pensa ver o fantasma de sua ex-namorada em Hazel, o que faz com que se aproxime dela.


Em um primeiro momento eu confesso que não me dei muito bem com essa ligação instantânea entre os dois, mas a história de ambos vai se entrelaçando de uma forma gostosa de ler. E Augustus é um rapaz no mínimo encantador, sua beleza e seu ar de cafajeste deve ter mexido com o imaginário de muitas leitoras. Além do mais, é tão inteligente quanto Hazel. Formam um belo casal e juntos passam a enfrentar os problemas e as alegrias do pouco tempo que lhes resta.


Além de Hazel e Gus, John Green nos apresenta também alguns personagens secundários como o Isaac, melhor amigo de Gus e companheiro de Hazel no grupo de apoio, ou posso citar também Kaitlyn amiga de Hazel totalmente fútil e comum, uma adolescente em todos os sentidos. Acredito que o autor pecou um pouco na construção de tais personagens e entre eles não deixarei de fora os pais de Hazel, que não chegaram a me convencer emocionalmente falando.

Quanto à edição não há como dizer muita coisa, já que o trabalho da Intrínseca é sempre impecável e competente. Mas devo salientar que é bem simples. O único ponto negativo que tenho a falar sobre o livro talvez nem seja por parte da editora mas sim do autor, achei que apesar de o mesmo ter afirmado que Hazel é uma garota inteligente ele chega a exagerar ao usar certos termos ou até mesmo frases no livro. Green chega a usar de muita eloquência, o que pode dificultar a leitura de quem não está acostumado com termos tão estilísticos.

No final das contas não creio que o livro mereça estar entre os mais comentados do momento. Quer dizer, é sim uma história bonita, encanta e faz chorar mas não diria que fui extremamente tocada pela história, ou que Hazel é minha heroína. John Green obteve o proposito de entreter mas nunca de entrar no Hall de meus autores favoritos.

[Poderia ter sido melhor]

Quotes do livro:

“Me ocorreu que a ambição voraz dos seres humanos nunca é saciada quando os sonhos são realizados, porque há sempre a sensação de que tudo poderia ter sido feito melhor e ser feito outra vez.”


"Meus pensamentos são estrelas que não são capazes de penetrar nas constelações"
"- Eu sou tipo. Tipo. Sou tipo uma granada, mãe. Eu sou uma granada e, em algum momento, vou explodir [...]"


"- E aí tem livros [...] tão especiais e raros e seus que fazer propaganda da sua adoração parece traição."



Júh
                Zanotti

10 comentários:

  1. Olá Júh!
    Gostei da resenha, já li o livro... Eu adorei a história, achei meio triste e tal e não gostei do final apesar de estar prevendo que acontecesse igualzinho ao que aconteceu com o UAI...
    Mais é um tanto inspirador ver o amor que os dois estão dispostos a viver mesmo com a doença os enfraquecendo e limitando aos poucos... Me fez pensar no tanto de pessoas que enfrentam a doença todos os dias.
    Acho que por isso achei o livro especial...
    Abçs

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    1. Acho que pensando por esse lado você até tem razão, mas não consigo me conformar com a decepção que o livro foi para mim. Esperava demais da leitura, bom mas acho que já deveria estar acostumada com isso :)

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  2. É, amiga... são poucas pessoas que acham como a gente. rs
    Ótima resenha, e penso igualmente como você!

    O livro não conseguiu me conquistar como eu esperava. Mas é bacaninha ^^

    Beijos e boa semana!!
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  3. Puxa, primeira resenha que leio sobre essa obra e que não é positiva..rs
    Acho que esse livro caiu nas graças da maioria dos leitores e sim, eu me incluo.
    Comprei assim q foi lançado e li rapidinho, sorvendo cada letra,cada página com medo do livro acabar.
    Apesar de triste, o livro não trata da morte, mas sim, da vida. Do saborear cada dia, independente de se estar doente ou não. Viver é uma dádiva..
    Me emocionei, chorei, fiquei brava..
    Uma história comovente..

    Beijos

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  4. Gostei da forma que colocou a resenha, gostaria muito de ler, o titulo me chamo muito a atenção e a sinopse...
    Parabéns pelo blog *--*

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  5. esse livro parece ser interessantíssimo.

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  6. Super ansiosa para ler o livro. Já comprei e pretendo começar a ler assim que acabar A Pousada Rose Harbor. Demorei um pouco pra ler esse livro pois todo mundo fala tanto dele que fiquei com medo de criar expectativas e acabar não gostando do livro.

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  7. Li esse livro depois de ver todo mundo falando dele... não havia uma única resenha negativa. Quando cheguei ao final, fiquei um pouco decepcionada... tipo, bom, mas não muito bom, não o suficiente para ser inesquecível. E observei a mesma coisa que tu em alguns diálogos... o livro todo está numa linguagem simples, aí do nada aparece umas palavras e expressões totalmente incoerentes com o que estamos lendo... achei isso super estranho.

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  8. Eu ganhei esse livro e o li. Amei é claro. Achei a história muito tocante e não há como não gostar dela. Andei lendo bastante resenhas e comentários sobre o livro e até onde li, não vi comentários negativos.

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  9. Simples e cativante a história,vale a pena ler o livro!

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Obrigada pelo comentário, ele será respondido assim que possível :)